Brasil Quinhentos…! Ué, Só isso!?

Ensaios e Crônicas – Brasil Quinhentos…! Ué, Só isso!?

A república de Caganda (mistura fina de Canadá com Uganda) está em festa pessoal. Entorpecida de tanto FHC, 1000 vezes mais poderosa que THC, a população inebriada equivocadamente celebra os quinhentos anos de feroz descubrimento da bela flora e do covarde e hediondo aniquilamento da vida selvagem do nosso charmoso país. O ambiente não poderia ser melhor: baianos eretos, aguardavam a comitiva governamental, como de hábito, sempre profilaticamente vaselinada.

Greca Garbo, exibindo excesso de banha após curta temporada no Gran Circus Brasiliense (prenhez indesejada?) e repleta de balangandãs histericóides, comandava o baile oficial dos Quinhentos Ânus. Inspirada e no ritmo de candomblé, rebolava para a multidão ensandecida que berrava: empala ela… empala ela… no cacto baiano só pra gente ver…. Era a bastilha baiana. Meses antes, menstruada mentalmente, miss Garbo tinha ordenado… já que não tem mais rígidos paus-brasil ponham abaixo quantos paus cedros forem necessários, mas eu quero ver esta nau de pé. Vexame nacional, tal qual asno genioso empacou, logo no inempacável litoral baiano. A grande vedete curitibana ficou com depleção nélvosa; apesar disso, deveria ser condenada a empalação no mastro do seu barco furado. Você poderá achar que isso seria um prêmio para ela; entretanto, não lhe falei ainda que o mastro seria besuntado com vasegueta (vaselina com malagueta baiana).

Porém, neste desatino miss Garbo não está só; a fixação por paus diversos parece ser uma obsessão da aristocracia estatal. Além disso, Garbo parece não ser tão má como insinuei, está mais para vulgar malabarista escrotal da corte; digamos, a aduladora de plantão para qualquer emergência na egolatria do poder. Pouca coisa mais que isso; a despeito da similaridade, seguramente não é uma porca obesa ou um jumento bípede; talvez uma espécie de Mônica do Congresso, um tanto perdulária, pela avidez doentia com que consume charuto alheio.

Bem, esta história começou há alguns séculos. Naqueles tempos, AIDS não havia e provavelmente por isso, insaciáveis rabus de portugueses, holandeses, franceses e espanhóis liquidaram milhões de paus. Começaram pelo mais ingênuo, o legítimo pau-brasil, e na falta deste, continuaram sua mórbida saga por mais e mais paus. Desde esta época, já não importava mais o tipo de tronco brasileiro, qualquer um era faliconomicamente interessante. No século passado mais uma leva de refugo asiático-europeu enfurecido, incluindo meus ancestrais italianos, e adios floresta mia; terminaram o serviço iniciado pela portugália, detonando os remanescentes paus e todos os seus belos adereços.

Em verdade, a coisa ultimamente não permite ser muito otimista; pô, dias atrás vi até sarnei de ecologista… ih, meu Deus, coitado dos tucanos, as aves obviamente. Por que razão o nosso zoo é tão ilógico? Ser humano as vezes é tão repugnante… quem diria um dia anotar na memória a frase vulgar do parachoque… saudades do Médici e… da gonorréia também. Sinceramente, ela ficaria bem mais charmosa desprovida da nostalgia por pinochetismo perverso. Como ainda temos fartura de penicilina, não seria melhor… saudades da Sífilis e da dita cuja também ?

Enquanto isso, na bela Cuba, um aguerrido povo segue sendo oprimido por dois déspotas. De um lado, o todo poderoso desputão ianque, atualmente padecendo de bushite grave e do outro, o despotinho FC I; aliás, primo do nativo FHC. Na sua última charla de apenas nove horas e 28 minutos onde sofismou a bangú para uma multidão de pacientes sofredores de castro-enterite crônica, FC I disse também umas poucas verdades …Cubanos! Despertai para la verdad revolucionaria, el gran satan es el estado, nosotros somos no solamente lo major acionista de los puteros y quilombos de acá, pero también de todas las clinicas cardiologicas, psiquiatricas y neuroticologicas en nuestro país. Porque en Caganda, que tiene tantos lalaus, seria diferente?

É isso aí, tovarich FC !!! Realmente, um dos principais responsáveis pela epidemia da fatal angina escrotal da atualidade é o Estado, não importando o adjetivo agregado. Para meus leitores, um conselho para superar o momento difícil; como já dizia Odair José… pare de tomar a pílula… pare de tomar pílulas de prozaquis, lequissotanso, zolófitis, aropaquis, afrontalis, orcadílis… etc e vá para a rua praticar o esporte da onda: empalação de corruptos e demagogos em geral. Saiba que exercício físico aumenta endorfinas, isto é, incrementa ainda mais o seu já generoso coeficiente de dilatação escrotal, imprescindível para superar a maré atual. E durante o recreio, de teimoso, replante também uns paus só pra contrariar. Brasileiros de preferência.

Ofereço-lhe abaixo uma relação incompleta de espécies nacionais com suas principais características. Pode ser pau-preto (cajado de grande aceitação na escandinávia e adjacências); pau-ferro (dotado de rigidez extra-piramidal, ideal para consoladores de distintos calibres); pau-vermelho (muito cuidado com esse primo do pau-brasil, pois sofredores de comunistofobia severa poderão ter choque anafilático ao primeiro contato); imbuia (mulatinho com mercado garantido); pau-amarelo (dizem ser muito apreciado no norte-nordeste do país); peroba (um médico gayroso ofendendo a aritmética mais primitiva diz ter em casa um exemplar de setecentos anos desta madeira nobre. Debitando 200 por conta de boiolismo explícito, podemos dizer que ela sobreviveu todo este tempo na ilha de Santa Catarina por ser confundida com pereba, do tupi-guarani = tabaco infectado); jatobá (muito bom para canoas, pense no amanhã); sassafraz (dá um óleo caríssimo tipo bombril, mil e uma utilidades); guapuruvú (canoas e tamancos em geral para evitar o amarelão do Jeca Tatu); pau-de-mastro (pontiaguda, ideal para o empalamento de cabra safado); jacarandá (tornou charmosa a capital sul-africana durante a mocreizante segregação racial); figueira da mata atlântica (um fast-food para os pássaros sobreviventes do holocausto tropicalóide); pau-de-arara (especial para gorilas repressivos); jacatirão (ótimo para confecção da bengala de político ladrão em final de carreira); jambolão (para a plebe fazer de conta que come azeitona preta e em dia santo ornamentar seu prato predileto, o Jundiá à Gomes de Sá); pau-de-novato (esta é uma madeira de pouco valor no mercado, é sério!) e finalmente nesta breve lista a famosa canela-merda (tome cuidado com esta também, periga o indivíduo virar Muar sapiens. Foi usada nos aposentos de um general presidente e o infeliz desenvolveu grave dependência do renomado perfume francês di cavalô).

Atenção: colabore com o recubrimento do Brasil usando nossas plantas típicas, logo, pinus idiot e eucalipto, por motivos descaradamente óbvios, não!

Igualmente não, para um pau nacional chamado de pau-cardoso. Esta planta de nome ambíguo, pois tem até um peixe fuleiro com este nome, era considerada inofensiva até há alguns anos. Ela lembra uma palmeira mas não é; aliás, lembra uma porção de coisas que não são mais e há fortes indícios de que tenha sido manipulada genéticamente recentemente. Suspeita-se de que a phoderosa empresa multinacional Moncapeta, andou agregando genes da terrível borrélia Aristocraticus pefelensis, uma das causas identificadas de Alzheimer espiritual. Você sabe como são estes transgênicos, imprevisíveis, cuide-se então. Aliás, às moças e senhoras jovens e de mais idade também, faço uma sugestão final, abraçem o lema da nossa ONG: … diga adeus a solidão causa maior de depressão, adotando um genuíno pau-brasil; beleza, altivez e dureza que nunca acabam.


Paul Melek

Florianópolis 05/2000.

P.S.: Sinceramente, foi de infartar o escrotocárdio, ver um cara que já foi sociólogo de bom padrão cultural patrocinar toda esta zorra da Greca Garbo. O insulto é ainda maior quando olha-se para trás e identifica-se gente há no mínimo quinze mil anos nesta terra. Não eram de origem européia ou africana como miss Garbo ou FHC, mas eram gente; e muito provavelmente, mais educados que ela e seu patrão.